Pix ganha novas regras que facilitam devolução de dinheiro em casos de fraude

O sistema do Pix passou a contar com novas regras de segurança que prometem facilitar a devolução de dinheiro em situações de golpe ou fraude. A principal novidade é a implementação do MED 2.0 (Mecanismo Especial de Devolução), iniciativa do Banco Central para tornar o rastreamento de valores mais eficiente. O MED existe desde 2021 e foi criado para permitir que vítimas de fraudes ou falhas no sistema consigam recuperar valores transferidos via Pix. No entanto, sua primeira versão tinha uma limitação importante: o bloqueio do dinheiro só ocorria na primeira conta que recebia o valor. Com isso, criminosos passaram a fragmentar e transferir rapidamente o dinheiro para outras contas, dificultando a atuação do mecanismo. A nova versão do MED resolve esse problema ao rastrear todo o percurso do dinheiro, mesmo quando ele é redistribuído entre várias contas. Dessa forma, os valores podem ser bloqueados ao longo da cadeia de transações e devolvidos à vítima após a confirmação da fraude. Outra mudança importante está na agilidade do processo. Desde outubro de 2025, usuários podem contestar um Pix diretamente pelo aplicativo do banco, por meio de um botão específico, sem a necessidade de atendimento humano inicial. Segundo o Banco Central, a expectativa é que, com o MED 2.0, a devolução de valores ocorra em até 11 dias após a contestação. Além disso, o novo sistema deve ajudar as instituições financeiras a identificar e restringir contas utilizadas em práticas fraudulentas. As novas regras entraram em vigor no dia 2 de fevereiro, mas bancos e instituições de pagamento têm prazo até maio para adequar completamente seus sistemas às exigências do MED 2.0.